Resenha: Helena Böhs - Jogo de Poder

Título: Helena Böhs - Jogo de Poder
Autor: Ramon Ferrary
Editora: Em Foco
Páginas: 292
Ano: 2017

Ebook recebido em parceria com a Editora Em Foco

Olá, leitores. Hoje eu vou falar do livro Helena Böhs, um romance policial contemporâneo ambientado na Dinamarca e Suécia. O livro narra a ascensão de Helena Böhs ao poder na Suécia, suas tramas, suas jogadas...

Sinopse: Edward, um jornalista dinamarquês de meia idade, é enviado para entrevistar a noiva do príncipe Sueco, Helena Böhs. Ele fica perplexo ao conhecê-la de perto com todo o seu poderio, beleza e mistérios. Edward está em um dos melhores momentos de sua vida. Cresce cada vez mais no jornal onde trabalha - The Daily - e está perto de entrar em um relacionamento com sua colega de trabalho, Kayla Wolf. Eliodore, a rainha, tem uma grande desavença com Helena. Pouco se sabe do passado da futura princesa, e muitos dizem que sua fortuna é fruto de algum grande crime que cometeu. Um jogo de poder é instaurado nos arredores de Estocolmo. De um lado, Helena e todo o seu bem articulado poder de manipulação. Do outro, Eliodore e sua forte personalidade que indicava que Helena estava mal intencionada. Edward está no meio de toda a confusão. Helena percebe que ele pode ser uma peça importante para seus planos e o jornalista é então engolido por um furacão de acontecimentos que desatinam sua vida e afeta todos aqueles que conhece, inclusive sua amada, Kayla.

Helena é uma mulher bela e poderosa que não mede esforços para conseguir o que quer. Ela é manipuladora e seu objetivo é chegar à coroa Sueca. Para isso, conseguiu as atenções do herdeiro do trono, o príncipe Henri. A cada passo mais perto do seu objetivo, mais difícil fica o jogo, pois Helena tem uma adversária à altura, a rainha Eliodore, mãe de Henri.

A rainha, que tem quase 90 anos, é bastante esperta e sempre desconfiou de Helena, fazendo de tudo para impedir o casamento do filho.

Enquanto isso, na Dinamarca, Edward Domanchensky, escritor e jornalista do The Daily, um dos principais jornais de Copenhague, engata um namoro com sua colega de trabalho, Kayla. Ao mesmo tempo em que conhece Helena pelos jornais e toda a sua vida muda.

Ed sente uma fascinação inexplicável pela poderosa mulher e, ao entrevistá-la, involuntariamente entra no jogo... O jogo de poder.

Começa então uma corrida, uma guerra entre os dois lados: Helena versus Eliodore. Helena usa de todas as suas armas, passa por cima de qualquer um, para conseguir o que quer. Manipula e descarta pessoas em prol de um bem maior: fazer do mundo um lugar melhor para as mulheres.

Helena Böhs é um livro intenso, de leitura rápida e fluida, que prende do começo ao fim. Narrado em terceira pessoa (algumas poucas partes em primeira pessoa), nos dá uma visão de tudo o que acontece por todos os ângulos.

Helena é uma mulher que me fez sentir uma ambiguidade de sentimentos: ao mesmo tempo em que eu torcia pelos outros personagens, para que nada acontecesse com eles, eu também torcia por Helena. Não sei se isso se deu pelo fato de eu ser mulher ou se pela forma como o autor construiu a personagem. É fácil simpatizar com a causa de Helena, apesar de não concordar com seus métodos (o fim não justifica os meios).

Uma coisa que me chamou atenção, e creio que foi um dos diferenciais do livro, foi a idade dos personagens. Nada de mocinhos jovens e/ou inexperientes. Ed, por exemplo, tem quase 60 anos; Kayla e Helena têm em torno de 40 anos.

O livro passou bem rápido e foi uma leitura agradável. Tem uma revisão de um modo geral boa, apesar de apresentar alguns erros de grafia, tais como: encima, 'o' óculos etc. Além disso, a cronologia é um pouco confusa, alguns eventos acontecem sem se saber exatamente em qual tempo.

A capa é condizente com o conteúdo e a diagramação é simples, mas bonita. Para quem gosta de romance policial e muita ação, Helena Böhs é um prato cheio.

NOTA 4

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